A presença de “pagliacci” denota uma máscara desestruturada que abraça vícios, poesia e música.

Compondo cada verso, cada partitura,
Bebendo cada mal com chá de Angustura,
Encontro minha essência ao habitar in natura,
Verdadeiramente apenas a ossatura,
Vivo naturalmente em alcoolatura,
Já sei que vão julgar como uma releitura,
Mas acredite, é uma outra literatura,
Torno-me pagliacci em desestrutura
De vícios, poemas, ratos e música.

Aqueles que amavam as canções,
Eram parte de minhas aspirações,
Esquizofrenias em indagações,
Várias abluções,
Sobrevivi pelas poucas conotações,
Que sua voz ressoava pelas ações,
Entre dias de sóis de ouro e bênçãos,
E dias de luas de cobre e retaliações,
A vida segue assim em busca de luxúria e paixões.

Contaminando os malditos ratos,
Sua contaminação moldou meu etos,
Obsessores e xingamentos me trouxeram,
Tornei-me um vício ao lado de eruditos,
Ainda esperam de mim coisas a mais que prantos,
Vejo lixo em todos os âmbitos,
Sem deixar de lado os prosélitos,
Que em suas vidas assemelham a helmintos,
Malditos ratos, prosélitos, helmintos e catabólitos.

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